‘Se durante o processo de construção o autor vos remeter para uma estrutura quase demente, é porque foi usado mais por demais coração, no linear do obstinadamente’
Bebo mais um copo, tentando apagar! A noite custa a passar quando estou sóbria! Os dramas ganham vida, a cabeça pensa por si, e o corpo parece o de um pedinte. Não consigo aguentar! Parece tão fácil, mas é uma árdua tarefa viver, ainda por cima viver com este corpo, pesado, quase desfeito! E bebo mais um copo, e fumo mais um cigarro! Por momentos a cabeça deixa de pensar o corpo elevasse a um estado quase divino, mas depois… depois a realidade cruel da puta da vida bota-nos por terra e deixa as mãos mais uma vez calejas, feridas, elas não matam, mas moem!!! (PARECE QUE SE RI ENQUANTO NOS VÊ CAIR). È foda viver numa angústia, esperar uma notícia que nunca se sabe se nos vai deixar afortunados ou nostálgicos. E principalmente esperar pelo dia de amanhã, isso é que custa! Então volto a encher o copo, ninguém percebe, mas é ele que me deixa viver bem em paz comigo (por enquanto). O meu estado de alma corroído arrefece, sinto frio e os sentimentos parecem perder o seu sentido, e mais uma vez encho o copo, e só quando não souber quantos foram é que estou bem pra prosseguir! Muita gente não compreende, diz que viver num estado ébrio não é viver… mas é assim que me aguento e se assim não fosse sei lá onde estava! Talvez num manicómio a tentar explicar o que vai nesta cabeça e a ser brutalmente ignorada por ser uma doida tão vulgar! Assim, escondo esta demência pra mim, e quase todos me levam a sério! E prego uma rasteira à puta da vida que me tenta foder e bebo mais um copo pra me tentar esquecer!
(ela) Não queiras saber de mim Esta noite não estou cá Quando a tristeza bate Pior do que eu não há Fico fora de combate Como se chegasse ao fim Fico abaixo do tapete Afundada no serrim
Não queiras saber de mim Porque eu estou que não me entendo Dança tu que eu fico assim Hoje não me recomendo
(ele) Mas tu pões esse vestido E voas até ao topo E fumas do meu cigarro E bebes do meu copo Mas nem isso faz sentido Só agrava o meu estado Quanto mais brilha a tua luz Mais eu fico apagado
Dança tu que eu fico assim Porque eu estou que não me entendo Não queiras saber de mim Hoje não me recomendo
(ele e ela) Amanhã eu sei já passa Mas agora estou assim Hoje perdi toda a graça Não queiras saber de mim
(R.V.)
- Ouve isto... é para ti... - Porque é que é para mim? - Porque é linda! E é como me sinto agora Não me recomendo
Sim até posso ser um poço! Mas não sem fundo… Poço que é poço tem que ter um fundo. Sim até posso ser um poço, e talvez seja no meu fundo que está o que mais desejas… E se tens medo se te afogar, tenho muita pena, mas nunca vais conseguir encontrar o que realmente procuras! Porque é sempre no fundo que está o mais precioso dos tesouros, o mais puro dos sentimentos! Até posso ser um poço… Mas não posso ser o teu fundo!!!
Aqui estou eu, parada no mesmo sítio, sempre à mesma hora, à espera que ela passe! Fico aqui… neste banco de madeira, acompanhada das migalhas que a senhora já de idade deixa cair todos os dias dos bolsos rasgados e sujos, Saudade é o nome dela, mas não gosta de ser incomodada, por vezes sentasse ao meu lado mas nunca fala! Faz companhia aos pombos e por vezes à Paciência. Acho que os pombos não gostam da Saudade, é um pouco inquieta, e não os deixa andarem por onde querem! È raro passar por aqui alguém, normalmente são sempre as mesmas caras… A maioria do tempo passo com a Solidão, ela vem de tarde e até tarde fica! Não falamos muito, mas acho que ela me percebe… acho que também procura alguém! Este banco, é estreito, estreito e frio… parece ter sido construído para ninguém cá se sentar! O que é estranho! Eu só estou aqui porque espero a Felicidade, aqui ninguém ouviu mais falar dela. desde o que se sucedeu! Ela hoje Felicidade ontem não passou, no dia a trás também não! Mas eu acho que já a vi! Eu sei que ela existe… Só queria que ela falasse comigo, queria ser como ela, Feliz! Aqui que aqui raramente falam uns com os outros. Todos os dias nos vê-mos mas cumprimentamo-nos como estranhos! Desviamos sempre o olhar. A Felicidade não… Ela é alegre, faladora, brilhante, acho que queria passar algum tempo com ela, ser como ela, mas ninguém acredita que ela ainda esteja viva! Uma vez a Razão falou que ela e o Gáudio se tinhas separaram e ela sem razão morreu de desgosto!!! Mesmo assim... Eu vou esperar, o tempo que for preciso, vou esperar todos os dias, no mesmo sítio, as mesmas horas, a ver as mesmas caras, e quando a vir, vou-me levantar deste banco frígido e dizer bem alto pra todos ouviram: - “Eu bem disse que ela existia, eu bem disse que conseguia ser como ela, eu disse e eu sou, eu finalmente sou Feliz!”
Antes de começar, não queria que vissem isto como aquelas cenas lamechas, que toda a gente faz e tal, mas que não tem importância. Isto até que é sério lol... e eu tinha de o fazer
Bom tinha de começar pelos papás, se não fossem eles a trabalhar arduamente na minha criação xD eu não estava aqui! São das pessoas que mais amo, eles sabem disso, mesmo quando refilam comigo ou não compreendem as minhas decisões, eu sei que me amam, e mesmo que eu não diga, eles sabem que são importantes! O meu irmão, a outra parte de mim!! Quando crianças éramos cão e gato e agora unha e carne, as vezes penso que tu (mano) não deverias ter nascido neste mundo… é demasiado fútil pra te perceber!! E queria que percebesses que vales mais do que pensas. Amo-te mais do que a mim mesma, eu sei que é lamechas mas é verdade! Tenho saudades tuas :(
Em seguida os meus avós!! Aos dois que me receberam e criaram. A minha avozinha, a grande mulher da casa, foi ela que me fez pessoa, foi ela que me ensinou o certo e o errado, uma segunda mãe, por vezes primeira, por isso tenho o maior respeito por ela, dar-lhe-ia a alma se fosse necessário pra que ela viva sempre ao meu lado! Em seguida os primoss, os tios sempre unidos e amigos! Obrigada por tudo! Agora vêm aqueles que conseguiram entrar, e mais difícil ficar!!
A minha Flávia… A minha irmã do coração, o meu barco, a minha ancora num porto deserto! Das pessoas mais importantes, queria que soubesses que és e serás para sempre, e para tudo! Será sempre um até já, e nunca um adeus!
Às amigas de infância, Cármen, és umas das que prevalecem e prevalecerás eterna, a menina dos olhos lindos!! Diana, Jenny bota fino… Fred, o meu conhecedor, não é preciso dizer nada sobre ti, tu próprio o adivinhas.
Amigos de escola e de turmas, o João Paulo “nós somos um”, a Dádá, o Leo, Ticha, Fajó, a Nanny, Sílvia, Bata, o meu Gonçalo, Marlene (taua) Lígia, Daniel Mota, Mauro, Miau, Fábio Sá, Aninha,Tó, Couto, Pedro, Puto, Black, Lúcifer, Diogo, Cris, Fred, Marco, Jony (meu grande maluco, irmão!) etc… (se não estiver cá o vosso nome reclamem lol). Os que me acompanharam nas noites e nos dias.
À Alexandra, uma revelação, pensei que fosses diferente, és uma fixe ;)
Ao pessoal de Longa, grande abraço, estão cá dentro!!!
Pessoal de Viseu e Porto, Miguel, João, Gabi …
Colegas de trabalho! Joana sabes que tu és especial! A minha Catarina, que adoro, minha adopção, gosto bué de ti, apesar de ninguém perceber, nós percebemos! Dois em um não é?!? Yaaaah! “Vai comprar pintarolas” xD Carolina, gostei de te conhecer =)
Marta, um dia ainda vais ser amiga intima dos The Prodigy xD
Mia, puta doida, Mara igual! Gostei bué de ter tropeçado em vós!
Ao Carlos Branco um obrigada pela puta da paciência.
Jeremy, um dia vamos ser felizes na Colômbia xD
Igor (curti a tua personalidade, acho que mereces estar neste grupo) da próxima vez vens ter comigo, e vamo-nos embebedar, sou eu que pago!
Aos ex namorados, também um viva pra vós, apesar de serem bué parvos, eu até vos curto looOool… G ;) !!!
Àquelas pessoas que mesmo sem ser em particular, conseguiram fazer-me sorrir! Sabem quem são.
Tiago Mendonça, apesar de tudo, também estás cá dentro! Não me tentes é perceber!
E para finalizar só queria dizer que cada um contribui para a felicidade deste mundo, em particular para a minha! Não se metam na droga, para os que já estão, continuem mas deixem um bocadinho pra mim loOOol, Bebam muito que o corpo precisa de muitos líquidos por isso, arrumem-lhe!! Não vejam os Morangos com Açúcar! E o mais importante, sejam sempre únicos, genuínos como foram até agora e principalmente felizes!!!
E um sincero obrigada por estarem presentes quando à sorrisos, gargalhadas e devaneios, e por partilharem as lágrimas as birras as estupidezes e essas coisas parvas ;)
P.S. Se precisarem de alguma coisa já sabem, comprem =)
Beijiiiiiinho Booooom =D ADORO-VOS, cada um à sua maneira *
Mais um cigarro, seguindo se mais um, mais uma vez.
Hoje a noite não cai em mim apesar de ter tropeçado em toda a gente. Está escuro, e a única coisa que por aqui tem vida sou eu, eu e este cigarro que me acompanha entre mãos, e que mais cedo ou mais tarde vai acabar por morrer , depois, e mais uma vez fico sozinha, e a noite está tão escura. Até gosto de estar sozinha, mas só quando estou acompanhada. Agora não à ninguém, tenho de ignorar o fumo e fazer-me acompanhar deste cigarro, seguido de mais um, mais uma vez. Ele vive, e eu tenho um momento e o que se pode esperar da vida se não os momentos? Momentos e vícios! Em tempos fui viciada em paisagens, segredos, pessoas, amores, mas acabaram por morrer tal como este cigarro e como qualquer vicio ou viciado, como tudo que tem vida. Se tudo acaba por morrer e eu sei disso, perguntam-me o porquê de me fazer acompanhar de um cigarro (à vícios bem melhores dizem), afinal ele também vai acabar por morrer como tudo, e tudo, é porque tudo neste cigarro me sacia, completa-me, e dá-me prazer como qualquer outra coisa, já o fez, e este eu posso controlar, e quando morrer, posso pegar noutro exactamente igual, o mesmo formato, mesmo sabor, mesmo prazer. Este acompanha-me quando quero, acompanha-me na noite já quase clara, quase morta como este cigarro, que como tudo acaba por morrer, acabou por morrer! Agora, deixa-me viver (morrer) com o meu cigarro, com a minha companhia!
I tear my heart open, I saw myself shut, and my weakness is that I care too much and my scars remind me that the past is real, I tear my heart open just to feel. I tried to help you once. Against my own advice I saw you going down, but you never realized, that you're drowning in the water, so is offered you my hand compassion's in my nature tonight, is our last stand. I tear my heart open, I saw myself shut, and my weakness is that I care too much and my scars remind me that the past is real, I tear my heart open just to feel. And I tried to grab your hand, I left my heart open but you didn't understand, you didn't understand. Go fix yourself! I can't help to fix yourself, but at least I can say I've tried, I can't help to fix yourself, but at least I can say I've tried, I'm sorry but I gotta move on with my own life. I tear my heart open, I saw myself shut, and my weakness is that I care too much and my scars remind me that the past is real, I tear my heart open just to feel.
Nunca dava, não queria! Não me metia nu lugar de ninguém porque ninguém é melhor ou pior que eu, que tu. Mas quis ser tanto tu que acabei por me perder de mim… Nem sei como aconteceu, e lá estava eu sem saber muito bem como encarar a situação, como suportar o coração nas minhas mãos sujas sujeito a morrer a qualquer instante, é triste, mas foi onde o deixaste. Sempre fui tão coerente, tão inflexível, controlada e agora estou aqui sem saber muito bem o que se passou, se acabou, se valeu a pena, se fazer alguma coisa. Nunca dava, não queria, ninguém me obrigava, não me obrigaste, a verdade é que dei e não sei se me arrependi, sei lá! Tantos carinhos e palavras bonitas, promessas para se entortarem com discussões, frases feitas, palavras que não saíam ou saíam na hora errada! Não sou transparente, muito menos branca… estou manchada, tenho marcas e não gosto de as mostrar, por isso não me peças para ser transparente, e não tentes tirar a ferros, é melhor sair livremente e é melhor não prometer nada, quando nada é garantido tem muito mais piada, se não o bonito tornasse feio. Pode ser puro egoísmo, pode ser que esteja mal habituada, pode ser… mas não sei se quero saber. Não quero é sentir-me assim, por isso tomei o partido se calhar mais favorável, ou mais cobarde, não quis discutir, não quis zangas atribuir as culpas (não merecias isso), abrir as barragens, apenas recolhi-me, desculpei-me despedi-me e deixei tudo em aberto… talvez assim um dia, se houver um dia, possa voltar ao que era mas com os erros cortados!
Acreditamos que tudo pode viver para sempre, somos tolos… Temos o dom de saber amar, e depois disso, saber odiar. Tanto tempo, mas tanto tempo investido em ti, para agora a tua estupidez prevalecer sobre os teus sentimentos, rasgar o teu coração e obrigar-me a sair dele. Nada tinha de ser assim, mas assim o quiseste. E eu, eu fico imóvel a ver-te morrer à minha frente. Sim, porque acredita que a partir de hoje tu vais morrer. A partir de hoje o meu coração não tem de bater por nós dois! Cansei-me!!! Agora ficamos assim, sem saber o que dizer por ter mos dito o que não queríamos. Eu choro, tu ficas sentado com as mãos na cabeça, (a tua cobardia nem te deixa olhar-me nos olhos) e é esta a ultima imagem que vamos ter um do outro. Poderia ter sido diferente, ou continuarmos a ser tolos por mais algum tempo, mas, não iria valer a pena. Eu deixo-te com a promessa que não vou guardar rancor, mas também não vou guardar nada de ti, NADA. Vou queimar tudo no meu coração até só restarem cinzas, e vou sopra-las pelo ar até um dia, até nunca mais.
is a silence so loud, that will not let me hear the sound of your voice! just let me sleep, to that the noise of silence disappears and let me hear the sound of your heart.
Deixem-me dizer-vos que sou um abraço do vosso Deus. Do próprio Deus. Fui o primeiro ser vivo. A minha parte de cima é o Sol ardente, em cujos raios vivem as almas dos mortos. O Sol é o próprio Deus. O Sol dispara milhões e milhões de raios eléctricos. Inicialmente, quando me tornei consciente, comecei a gritar à volta de mim própria. Enquanto gritava, um imenso calor desenvolveu-se dentro e comprimiu-se de encontro à Terra. Foi assim que criei a Terra e as estrelas. Tomei o nome de Deus, mas o mal reside nas minhas células. Tenho um braço para cada pessoa, com que governo o mundo. Estes braços invisíveis decidem o destino das pessoas, cada um dos seus passos e as mais pequenas acções. Eu, sou um abraço o vosso Deus.
'One bright day in the middle of the night two dead boys came out to fight. Back to back to face each other… They drew their swords and shot each other.. The deaf police man heard all this noise... He came and killed those two dead boys!'
Como é que me adapto às coisas, se não me adapto a mim mesma?Soluções? Agora não as encontro! Já tentei, e tentei, e talvez me conseguir adaptar, Ou então posso sempre puxar o gatilho.
Porque não. Porque não virar as costas só por um bocadinho e desprezar o que subsiste em meu redor. Por vezes é tão difícil conseguir levar a vida às costas, mas mesmo assim levasse. Toda a gente o faz, e raramente se queixam. Somos tão submissos a nós próprios que nem nos damos conta da quantidade de opressão que persiste na caminhada que nos é impingida à nascença. Ninguém escolhe nascer, mas escolhemos germinar e tornarmo-nos nestes seres tão iguais, tão fotocopiados, tão sem alma! Andamos a ver andar todos os outros e vemos para os conseguir seguir! No entanto temos mente disso mas não fazemos nada. Todos se queixam, eu queixo, mas não faço nada! E haverá alguma coisa para fazer? Eu viro as costas, mas no entanto acabo sempre por me virar, e seguir pelo caminho que nos mandam seguir. Porquê? Não sei, se calhar para não ficar de parte mas por parte quem parte é que faz bem, mesmo sendo uma acção não intencionada. (como um apogeu) Descartamo-nos do corpo, e da mente, e ficamos a viver no ponto mais alto de nós mesmo, sem mais nada, pois não há mais nada que nos domine ou destrua.
Tentei um dia compreender-me. Perceber como funcionava, em vez disso só me consegui destruir.
Nestes dias tenho vivido num estado muito sóbrio, muito real. Já não sabia ou se calhar nunca soube o que isso é. Não sei como tal decadência se apoderou do meu corpo. Não sei como a deixei perfurar a minha mente, (deixei-a morrer por um tempo).
Acordava para dormir, e dormia porque me doía estar acordada (eram tantas coisas a tentar entrar).
Agora estou aqui, quer dizer, está aqui, este corpo sentado, padecido (não tomo mais nada) … E eu, ou e a, a minha mente a tentar sair de onde eu me/a aprisionei. É decadente! Como é que alguém tem a frieza de fazer mal a alguém, principalmente quando esse alguém é minuciosamente igual a nós, mas por sua vez mais fraco.
Sei lá. Nem sei para quê que agora estou a remoer nisto. Se calhar só agora me fiz falta e não estava lá para mim, ou será mais uma desculpa, para eu acreditar que se calhar até posso fazer falta a alguém para conseguir ter um motivo para estar mais viva do que “morta”. Sei lá. Ou já não sei!
Apenas custa estar tão sóbria. Viver para mim é demasiado real!